Caríssimos, a cidade de hoje pertence aos nossos queridos colonizadores: Porto de Portugal!
Entrei no espírito total do lugar e consegui levar minha câmera descarregada e sem o cartão de memória para lá, então as fotos desse post têm uma qualidade inferior por terem sido tiradas pelo fotógrafo amador Yuri Lima dos Santos.
A chegada no aeroporto foi bem interessante, fazia tempo que não éramos recepcionados com um saudoso “bem-vindo”!
Dessa vez nossa hospedagem foi na casa da Kelly, uma das meninas da FAU que estava em casa no aniversário do Jaba. Um quarto vazio e um sofá, a gente também levou 2 colchões de ar e um saco de dormir. Como a duração da viagem foi só de um dia – chegamos no domingo e fomos embora na segunda-feira – isso não foi um grande problema.
No banheiro, a famosa inteligência portuguesa. Pra quê juntar o encanamento da água quente com o da água fria se a gente pode simplesmente colocar duas torneiras separadas na pia? Coisa bem prática pra lavar, ou põe a mão numa água fervendo ou numa água fria pra cacete.
A seguir umas imagens da praça perto da casa delas com traços nítidos do outono.
Casa da música de Porto.
Então pegamos o ônibus e fomos visitar o rio que corta a cidade, perto do centro histórico.
De uma das pontas da ponte até a margem do rio, onde estão as caves de envelhecimento do vinho, nós descemos de teleférico.
Galera da viagem: Eu, Jú, Jabs, Marinei e Tó!
Abaixo algumas fotos às margens do rio.
Então fomos fazer a visita às caves dos famosos vinhos do Porto – caves são os lugares onde os vinhos envelhecem e tomam forma.
Fomos visitar a Croft, já que era de graça, com direito a degustação e uma das mais antigas produtoras do vinho do Porto.
No caminho, uma pausa para a mágica de levitação.
Mais um pouco de caminhada e chegamos.
Dentre essas fotos, algumas coisas que valem a pena serem contadas.
Ao pedir para a mulher que estava nos servindo o vinho se eu poderia tirar uma foto dela, disse: “Moça, posso tirar uma foto sua?”
Ela olhou meio estranha, mas não respondeu nada. Depois descobrimos que em Portugal, moça=prostituta ...
Alguns detalhes sobre o vinho do Porto que aprendi na visita e no encarte que peguei.
“As uvas utilizadas no vinho do Porto crescem no Vale Douro, no nordeste de Portugal.
Foi a primeira região vinícola a ser demarcada e regulamentada por lei, em 1756.
O Alto Douro fica a cerca de 100km da costa e é protegido das influências dos ventos do Atlântico por uma cadeia montanhosa chamada Marão. Daí ser frio no inverno e muito quente e úmido no verão.
Uma vez que a região é montanhosa, a maior parte das vinhas é plantada em terraços suportados, em muitos casos, por antigos muros de pedra. Uma propriedade com vinhas é chamada Quinta.
O solo do Alto Douro é constituído principalmente por uma rocha laminada e cor-de-ocre chamada xisto. Este solo é rico em nutrientes, mas de drenagem fácil, o que obriga as raízes das vinhas a descerem a grandes profundidades através das fissuras nas rochas para encontrarem água. O clima quente e úmido e o solo rochoso significam que a produtividade é muito baixa e o sumo é extremamente rico e concentrado.
Podem ser utilizadas cerca de 30 castas de uvas na produção de vinho do porto, mas hoje em dia apenas 5 ou 6 das melhores são utilizadas nas novas plantações. Incluem a densa e concentrada Touriga Nacional, a frutada e encorpada Touriga Francesa, a firme e delicada Tinta Roariz e a rica e fragrante Tinta Barroca.
O vinho do porto é um vinho fortificado, ou seja, envolve a adição de uma pequena quantidade de aguardente vínica numa dada altura do processo de fortificação.
O processo de fermentação se inicia com o esmagamento das uvas. Hoje em dia isso é feito basicamente de forma mecânica, mas ainda assim existem os tradicionais processos de pisa em grandes tanques de granito, esses vinhos são mais especiais pois se consegue separar a semente do suco, o que no caso da máquina é esmagado junto com o suco, deixando o vinho pisado menos ácido. Esses vinhos são chamados de Porto Vintage.
O processo final é o de envelhecimento do vinho, nas chamadas caves.
A maioria das empresas prefere fazer esse processo na própria cidade do Porto, nas margens do rio, onde o clima temperado assegura que eles envelheçam de forma lenta e harmoniosa, como nas fotos mostradas acima.
Há também vinhos do porto que continuam envelhecendo na garrafa, os mais especiais e seletos Vintages.”
Depois desse aprendizado sobre vinhos, tomamos nosso ônibus e fomos visitar o centro histórico da cidade, bem bonito também!
No fim da tarde ainda pegamos um ônibus para conhecer a praia da cidade, por poucos minutos não pegamos o pôr-do-sol no mar, quando chegamos o horizonte ainda estava laranja mas o sol já tinha se escondido.
Uma pausa para um chocolate quente com menta, café, chá e crepe de chocolate com sorvete à beira do mar.
Voltamos para casa e combinamos com as brasileiras da FAU de irmos fazer alguma coisa.
Então da casa da Kelly, que era onde iríamos dormir, fomos pra casa da Luciana, onde um pessoal tinha combinado de se encontrar para tomar um vinho/cerveja e comer. A maioria esa espanholas que fizeram um banquete de comidas típicas da Espanha, infelizmente ninguém levou câmera, então não temos registros.
Voltamos para dormir no último metrô antes de fechar e logo pela manhã do dia seguinte partimos de volta para Valência.
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