terça-feira, 1 de novembro de 2011

Marrakesh - Ouarzazate - Zagora

Caríssimos, como a justiça, esse blog tarda mas não falha, venho lhes contar um pouquinho da minha visita ao continente africano, mais especificamente ao país Marrocos!
Chegamos em 20/Out, numa quinta-feira. No aeroporto de Marrakesh tivemos que comprar Dihans, moeda local cotada a aproximadamente 1€ - 11Dihans.





Tudo correu bem e pegamos um táxi em direção ao nosso hotel.
Apartamento com sala, pequena cozinha, banheiro e quarto, nossa hospedagem foi muito aconchegante em Marrakesh. Estávamos eu, Lois, Jabulani e Mayra.










Apesar dessa bela piscina, não entramos uma sequer vez na água, tudo foi muito corrido e passávamos o dia todo fora.
Logo na noite em que chegamos já fomos a um mini mercado e compramos janta para 3 noites e café da manhã para todos os dias, muito bom esse esquema de ter uma cozinha no quarto, ajudou bem nas contas.
Acordamos cedo na sexta-feira e fomos conhecer o centro histórico de Marrakesh, chamado de Medina, cercado inteiro por muros.
Na primeira foto uma imagem da Av. Mohamed VI, uma das principais da cidade ao do lado do nosso hotel.




Entrada da Medina com a torre La Koutoubia ao fundo.






Abaixo algumas fotos de dentro do jardim que tem em frente a torre.





Uma pausa pra uma aulinha de tango pros marroquinos:






A caminhada continuou e passamos em frente das famosas herboristerias marroquinas. Na que entramos, 100.000 diferentes tipos de ervas e especiarias, fascinante!






A jornada continuou e a próxima parada foi o Palais Bahia - observação para os monumentos marroquinos: todos de riquíssima cultura e muito belos, mas devido a pobreza, muito abandonados e mal cuidados, infelizmente.






Todo mundo impressionado com os detalhes do palácio que o fotógrafo não conseguiu captar muito bem, talvez um pouco melhor na segunda foto abaixo.





Uma pausa pra um almoço típico marroquino num restaurante bem aconchegante: tagine de carne – tagine é como eles chamam esse recipiente marrom que eles servem esse prato que vem: cuscuz, diversos tipos de legumes assados e um pedaço de carne.






Na sobremesa, cafés para as garotas e docinhos tradicionais para nós 4.




De lá fomos para o coração de Marrakesh, a praça central chamada Jemaa El Fina.
Nessa praça e em seus arredores está estampada a veia do comércio que a cultura  árabe tem. Não existe resposta objetiva para a pergunta "quanto custa ?", só existe “how much do you pay?”, e na primeira vacilada que você der, se encontrará dentro do estabelecimento comercial comprando muitas coisas que no fundo você nem sabe pra quê, mas que o vendedor te convenceu por algum motivo!
Lá também estão os exibicionistas: homens hipnotizando cobras, outros brincando com macaco, tocando violino ou fazendo bolhas de sabão, ali cada um luta pela atenção do turista do jeito que dá, pois disso sairão suas refeições.










Voltamos pro apartamento na noite de sexta-feira e reservamos um passeio para o deserto no final de semana, saímos no sábado às 8h00 e retornamos somente no domingo às 18h00.
A moçada toda feliz no começo da viagem, quando o aperto da van ainda não nos incomodava diante das deslumbrantes paisagens que contaminavam nossos olhos.




A paz tomava conta de mim diante das montanhas que nos cercavam. Uma gostosa sensação de liberdade ao ver aquela imensidão logo abaixo dos meus pés.




Ninguém é de ferro e a viagem foi longa.




Pausa no horário do almoço na província de Ouarzazate, onde comemos uns espetos de churrasco.





As paisagens foram ficando mais bonitas enquanto cruzávamos a cordilheira de montanhas antes de chegar ao deserto.







Chegamos ao ponto final da van somente por volta das 18h00 e dali pra frente seguimos de camelo. Destino: Deserto da Zagora.
Nosso motorista sugeriu que comprássemos véu para andarmos no deserto pois se houvesse alguma tempestade de vento se faria necessário. 






Chegamos ao acampamento de noite.
Barracas já montadas e bem organizadas, primeiramente fomos à tenda que se serve o jantar.
Entradinha de chá verde e sopa com prato principal de tagine de frango, bem saboroso!







A janta terminou e eles montaram uma fogueira onde nos sentamos durante a noite enquanto eles tocavam suas músicas com tambores.
Demos azar que o céu estava nublado e não conseguimos ver tantas estrelas, mesmo assim pude ver 2 estrelas cadentes!







Detalhe do cara acendendo o cigarro segurando a brasa da fogueira na mão, que, insanamente eles costumavam ficar brincando de passá-la de uma mão para a outra antes de queimar!




Na volta da fogueira, nossa tenda do sono.




Amanheceu e essa foi a vista da nossa cama.




Algumas fotos do nosso acampamento durante o dia.





Depois teve um café da manhã simples e um momento para algumas fotos fazendo graça no deserto.







Sempre um "cavaleiro" que sou.




Hora de dizer adeus ao deserto e seguir de volta com nossos camelos.






Na volta, uma parada sensacional em um vilarejo dentro de Ouarzazate chamado de Ksar of Ait-Ben-Haddou.
Local preservado pela UNESCO, o Ksar é considerado a célula tronco do estado marroquino.
Por lá passaram judeus, árabes e bárbaros ao longo da história, dando origem ao estado que hoje se chama Marrocos.





Fizemos uma visita guiada e descobrimos algumas coisas interessantes.






Construído em tijolos de barro com palha que têm a propriedade de isolamento térmico, essa construção é capaz de manter temperaturas internas de 15°C quando externamente está -10 °C, assim como manter por volta de 20°C quando externamente está 40°C.
Seu escoamento da água é todo feito através de bambus que são colocados no forro da construção e acabam para fora dela.





Voltamos a Marrakesh depois desse bombardeio cultural que foi essa viagem e na segunda-feira decidimos ir visitar algum tanque de pintura de couro.
Na realidade, o que queríamos ir era no de lã, que são os todo coloridos, mas já não há mais em Marrakesh, fomos ao de couro mesmo.
Várias famílias trabalhando juntas, cada uma detentora de 5 tanques. Os tanques redondos são os mais antigos, os quadrados feitos recentemente.
Esforços unidos e lucros divididos, assim essa comunidade vive até hoje na forma de um sindicato.
Com um cheiro nauseante, a solução para os turistas é entrar com um pequeno galho de hortelã.







Na saída, uma loja com os produtos finais.




Depois disso compramos um cartão de acesso a alguns museus e passeios culturais e assim começou.
Bem Youssef – novamente não consegui pegar fotos que realmente ressaltassem seus ricos detalhes.






Museu de Marrakesh.






La Qoubba Almoravid.







(também conhecida como o túmulo de Cauê Bispo)




Mais uma parada pra almoçar e dessa vez a tradicional kafta  árabe!




No último dia de viagem, passadinha na La Menara, monumento que parecia bem mais bonito nos postais, onde se dizia que havia um belo lago azul, cercado de oliveiras onde se faz picnics. Confiram vocês mesmos.






Abaixo algumas fotos aleatórias da cidade de Marrakesh.
Fonte na Av. Mohamed V.




Teatro Royal.




Estação de trem super moderna – não estou sendo irônico.




Fotógrafos em ação.




Por fim, o quadro de um homem que estava em todos os estabelecimentos comercias que passamos, não sabemos se por lei ou por veneração, mas chutamos a primeira opção.




Ao perguntarmos à mulher da herboristeria quem era o sujeito, ela respondeu:
“Sometimes he’s the king ...”

4 comentários:

  1. Muito cultural!! :)
    Adorei a foto que estou dormindo!! (ironia)
    hauhauhauha
    Liiiiiiiindo

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  2. Que blz! É nozes!

    Rapidão, vc leu a descrição no site da Unesco? Tá bem diferente daquela do guia...

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  3. Hauhauhauha, nem vi direito cara, estou confiando no nosso guia!

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