quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Mochilinho parte III: BERLIM 03/01 - 06/01 com uma noite de chorinho de 09/01 para 10/01

Caríssimos, hoje venho lhes contar sobre nossa experiência no palco central da Segunda Grande Guerra Mundial, uma cidade em constante transformação e crescimento: Berlim!
Vocês devem estar se perguntando – ou não – o que representa aquela noite de chorinho que coloquei no título do post.
O que aconteceu foi que nossa locomoção de Praga para Barcelona se deu através de um vôo que partia muito cedo de Berlin no dia 10/01, assim, no dia 09/01 pela tarde, nós pegamos um trem de Praga e rumamos para Berlin, onde passamos a noite, tudo claro?
Dilemas resolvidos, vamos continuar com o que interessa: o registro dos fatos e fotos que por ali fizemos.
Para começar, uma alteração na formação do nosso grupo: o nosso companheiro quelônio ficou pelo caminho e seu lugar foi preenchido pela carismática e alegre Bá, ou seja, o grupo continuou repleto de felicidade e energias positivas!
Nosso hostel era no mesmo esquema de Amsterdan: 1 quarto com banheiro e 8 camas, ou seja, praticamente um quarto privado para a gente. Entretanto, a qualidade era muito inferior. Todo revestido de carpete, facilmente atacou a rinite da galera toda. Creio que de todas as acomodações, deve ter sido a pior.





Nosso horário de chegada em Berlim mais o tempo de acomodação nos deixaram praticamente no começo da noite. Resolvemos descansar e ficamos pelo próprio hostel na noite do dia 03/01, jogando sinuca e tomando algumas cervejas – ressalva para o Franklin que nos mostrou suas péssimas habilidades no bilhar, afundando qualquer que fosse a dupla que com ele jogasse.
O dia 04/01 começou com nossos famosos Free Tours.
Esse começou no ponto principal da cidade: o portão Brandenburger Tor.




Logo ao lado dessa praça uma curiosidade que vale o registro: a janela do hotel em que o Michael Jackson ficou balançando seu bebê, quando ali estava hospedado.




Seguimos caminhando e chegamos numa homenagem aos judeus que faleceram em Berlim durante a Segunda Guerra.






Dentre as diversas interpretações possíveis, lhes conto 3 que me pareceram mais coerentes.
1)  Os diversos blocos de diferentes tamanhos representam pilhas de cadáveres judeus – talvez a que venha primeiro pela nossa cabeça, mas a que eu gostei menos.
2)  Tentar transmitir a idéia de como um prisioneiro se sentia dentro de um campo de concentração, uma vez que, ao longo do caminho que se faz para atravessar por entre os pilares, chega-se em um ponto em que quase não se ouve mais barulhos. Nesse ponto mais baixo, onde as colunas chegam a 5m de altura e formam diversos corredores estreitos, é muito fácil se perder e você se sente dentro de um labirinto, meio que sufocando dentro daquele lugar, no mínimo uma sensação incômoda.
3)  Representar as filas que os judeus tinham que fazer para se apresentar logo durante as manhãs nos campos de concentração, onde todos eram carecas e usavam uniformes, além de conter desde crianças de baixa estatura até homens e idosos. Por isso várias seqüências de blocos quadrados e cinzas, de diferentes tamanhos, pois para os nazistas, os prisioneiros eram todos iguais – a interpretação que eu achei mais interessante.
Depois desse monumento nós passamos em frente a um pedaço do muro em que está representado o primeiro soldado a conseguir transpor o muro.




Cerca dali, o local onde, dezenas de metros abaixo do solo, num esconderijo nazista da época, Hitler teria se suicidado. Reza a lenda que mais tarde o esconderijo foi explodido e, sendo assim, não há mais nada por ali além desse ponto comum da cidade onde tal fato ocorreu.




Durante a caminhada, uma curiosidade: por Berlim ter sido construída sobre uma região de pântanos, algumas partes de sua rede hidráulica estão expostas ao exterior, acima das ruas e avenidas.




O muro que dividia o lado comunista do capitalista.




Um famoso ponto turístico que não entendi muito bem o que significa, então não irei inferir comentários a respeito dele: Check Point Charlie.




Um monumento feito por uma famosa artista alemã que perdeu o marido durante a Primeira Guerra e, se não me engano, os dois filhos durante a Segunda Guerra. Grande parte de suas obras são relacionadas à guerra.
Nesse caso, dentro de um grande espaço, a única coisa que habita o centro da sala é a escultura de uma mulher, segurando o filho morto e chorando. No teto há um buraco aberto ao céu que permite um feixe de luz diretamente sobre a estátua.





Caminhando um pouco mais, após cruzar o rio, chegamos numa praça onde está um museu alemão, uma catedral em que subimos para visitar e, ao lado, a Alexanderplatz, praça em que fica a antena com um restaurante em seu topo.















Fotinho clássica na antiga divisão leste-oeste da cidade.




Ainda durante a noite, fomos num museu relacionado ao Holocausto e a história da Segunda Grande Guerra.




Algumas fotos que me chamaram atenção: número de rotas da época que levavam judeus para Auschwitz.




Frase dita pelo comandante principal da SS: Heinrich Himmler




Algumas fotos fortes de extermínio.





Durante o caminho de volta para casa, cruzamos mais uma vez em um dos famosos semáforos de Berlim, simplesmente uns fofos.




Dessa vez, também havia uma loja de souvenires com o boneco verde exposto em frente.
Apresento-lhes o grupo vencedor do campeonato de imitar semáforo verde de Berlim:




Abaixo, os vice-campeões. Fizeram um bom trabalho, mas não foram páreos para o primeiro quarteto.




Por fim, a Bá representando o semáforo completo, uma bela atuação!




A noite já tinha chego e, além de termos fome, não agüentávamos mais ouvir o Ivan falar que queria comer uma Currywurst! O que fizemos foi juntar as duas vontades e assim nos dirigimos ao simpático Curry66!




Havia 9 tipos de pimenta possíveis, ordenados de acordo com sua intensidade. Pelo conselho do próprio proprietário, todos pegaram até a de número 3, pois acima disso ele falou que o negócio era mais tenso.
Depois de alimentados, ele nos ofereceu, gratuitamente, duas salsichas extras onde ele cortaria em 8 pedaços e ofereceria amostras da pimentas 4, 5 e 6 para provarmos. Desafio aceito! No prato a direita está, de cima para baixo, a 6, 5 e 4.




O negócio foi extremamente tenso e não há registros das reações de cada uma, mas acho que as salsichas de graça foram muito bem pagas com a quantidade de refrigerante que compramos – no caso do Dereksons, até leite o menino comprou!
Mas tudo foi uma bela farra e diversão para consagrar o final daquele dia muito produtivo – o gordinho loiro no centro da foto é o proprietário simpático. 




Ainda nessa noite fomos numa baladinha que não irei entrar em maiores detalhes porque, além de não termos foto, a balada foi ruim, ou seja, essa pode ser esquecida.
As atividades do dia 05/01 eram muitas e precisávamos correr porque nosso trem para Praga partia dia 06/01 logo pela manhã.
Primeiro destino do dia foi o campo de concentração de Oranienburg, um pouco afastado da cidade, mas ainda assim dentro da malha metroviária.






Na entrada do campo, uma frase chocante: Arbeit macht frei. A tradução para o ingles seria Work make free.






Banheiro.




Dormitórios.




Lugar onde, logo pela manhã, dezenas de prisioneiros eram aglomerados e banhados com jatos de água fria.




Uniforme usado pelos prisioneiros – detalhe: eu estava atolado de roupa e ainda assim passava frio.




Alguns artigos encontrados no campo e que foram guardados como memória para o museu.





Deixamos a energia negativa e o clima pesado de lado e rumamos ao local principal de Berlim, a única atração turística que o Franklin realmente fazia questão de ver em Berlim: o estádio olímpico!




Chegamos lá e ele estava fechado, demos meia-volta e voltamos.
Nesse meio-tempo encontramos a Rebeca, uma menina da Poli que está estudando em Berlim. Ela foi conosco ver o Parlamento.




Parlamento visto, hora de fazer umas gracinhas.






A Rebeca nos deu um das dicas mais valiosas da viagem: o kebab do Mustafá!
Um trailer de kabab aparentemente normal, mas que faz fila de 30min para ser atendido, mesmo com um puta frio.





Já tínhamos chegado lá e a expectativa era muito alta, a única opção era esperar!




A pedida geral foi o Dürum, simplesmente magnífico, espetacular, esplêndido e todos os outros possíveis adjetivos que tentem representar a sensação que sentimos quando comemos aquela iguaria!
Assim nos despedidos de Berlim e rumamos à Praga! Partiu!
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Voltei!! Pois é, a gente voltou, mas com o grupo reduzido.
A galera que foi para Barcelona no vôo de Berlin estava em 5: Eu, Eminho, Ivanecense, Dereksons e Gabi.
Passamos a noite num hostel para poder pegar o vôo no outro dia pela manhã. Dessa vez, muito bom e confortável!




Estávamos com fome e não tínhamos a menor dúvida do que fazer: partimos direto para o Mustafá!
Lá a gente conheceu uma carioca que está estudando alemão e morando por lá junto com seu namorado, um alemão que estudou 6 meses no Rio de Janeiro  por isso deles se conhecerem.
Nós queríamos aproveitar a noite para conhecer a parte do muro que é toda grafitada, pois não tínhamos conhecido da outra vez. Calhou que a menina também não conhecia e fomos todos juntos.




As fotos abaixo são apenas algumas dos quase 2km de extensão dessa parte do muro, todo pintado e muito bem conservado. Foi muito legar ter ido com o alemão que ele pode explicar muita coisa para a gente.
Abaixo está escrito algo como “Política é a continuação da guerra, mas com outro nome”.





Foto do emblemático carro produzido no lado comunista da cidade, único modelo disponível. Em sua placa, a data de queda do muro.






Famosa foto entre Erich Honecker – presidente da Alemanha oriental – e Mikhail Gorbachev – presidente da União Soviética – onde os dois estão se beijando.




Abaixo, pode-se ver a imagem original provando que o fato realmente aconteceu.







Por fim eu me despeço desse post com um adendo que me esqueci de fazer: foi em Berlim que tomamos o melhor chocolate quente de nossas vidas, mas infelizmente não me recordo o nome do lugar.
Além disso, havia uma engraçada máquina na plataforma da estação de trem. Dos 3 produtos da esquerda para a direita, temos: um tradicional suco de laranja que as crianças alemãs costumam levar em suas lancheiras para a escola; um preservativo que se diz colorido e lubrificado; além de um teste de gravidez com o cômico nome “maybe baby”!!!