Caríssimos, em Valência não há carnaval, mas posso lhes assegurar que eles têm um jeito bem especial e peculiar de celebrar uma festa de rua pomposa chamada Fallas!
A descrição e história dessa festa são um pouco longas, mas algo que eu gostaria de deixar registrado.
Anexarei alguns trechos interessantes da Wikipedia mesclados com comentários próprios.
As suas origens são realmente singelas: uma simples queima de restos das oficinas de carpintaria. Mas a inventiva do povo valenciano foi aglutinando todos os traços próprios da sua cultura e história.
Poder-se-ia dizer que é o Carnaval da cidade de Valência, onde toda a picaresca e crítica se representam nos monumentos (de tal forma que, ao queimá-los ao final, se eliminam os problemas e males. O dia da queima é chamado de La Cremà), também nesta festa se unem vários aspectos que definem uma cultura, entre eles o lume, a música, a pólvora e a rua – daí o tão coerente nome de Falla, em espanhol quer dizer falha.
Quase em cada rua da cidade há um Casal Faller, que durante todo o exercício procura fontes de rendimento para poder pagar a festa e o seu próprio monumento. Além disso, normalmente cada comissão falleira consta também de uma comissão infantil, formada unicamente por crianças, que também colocam a sua própria falla. As fallas infantis medem, como máximo, 3 metros de diâmetro e são compostas por figuras de estética mais próxima ao mundo das crianças e geralmente não mostram temas críticos.
Entre 15 e 19 de março, os dias e noites em Valência são uma festa contínua. É desde primeiro de março que se fazem Mascletaes – espetáculo de petardos e fogos artificiais, no qual se obtêm composições musicais através do ruído dos rojões. Estes espetáculos têm lugar na Praça da Prefeitura, no centro da cidade.
Durante esses 5 dias a cidade é contemplada com diversos eventos culturais ao longo do dia.
À noite, sempre à 1h00, começa o Castillo de Fuegos – espetáculo de fogos de artifícios impressionante.
Diversas ruas são fechadas e se faz tradicionalmente o famoso Botellón – pessoal todo bebendo nas ruas e festejando até o fim dos fogos.
Depois dos fogos, por volta da 1h30 da madrugada, todo mundo se direciona para alguma festa que pode ser balada fechada ou a tradicional Verbena que acontece durante as fallas
As Verbenas são palcos espalhados pelo centro da cidade que tocam diferentes estilos de música com grupos ao vivo. Nós presenciamos Verbenas de eletrônico, rock espanhol e também as músicas pops de sempre que tocam nas rádios.
Bom, chega de falação e vamos à exibição.
Abaixo algumas fotos das iluminações que dominaram a cidade durante esse período.
Algumas delas inclusive faziam shows sincronizados com música, como é o caso da torre Eiffel montada na Calle Sueca. Minha primeira experiência com esse festival foi justamente em uma noite em que fui com o Jaba, Mayra e Nathalie ver essa belezoca!
E como a festa está diretamente relacionada com fogos de artifícios, a gente não podia ficar de fora e logo compramos nossas traquinas biribinhas!
Mayra se divertindo enquanto realizava um exame de toque em uma das fallas.
Agora que vocês sentiram um pouco da iluminação da cidade, estão prontos para deslumbrar inúmeras fotos das fallas que conseguimos registrar, impressionante o tamanho e quão detalhada essas verdadeiras obras de arte são.
Uma foto de uma delas sendo montada: estrutura basicamente de madeira para que seja queimada ao final do festival na noite da La Cremà.
E nada melhor que começar essa grande farra com o tradicional lencinho com a escritura Espírito Falleiro!!!
Como nossa casa sempre serve de abrigo para amigos, amigos dos amigos, colegas dos amigos, amigos dos colegas, colegas dos colegas, ou até mesmo desconhecidos, recepcionamos algumas pessoas durante esses dias que participaram conosco e tornaram essa loucura ainda mais especial. Gostaria de agradecer o ótimo tempo que passamos juntos à: Maja Lendero; Nina Črnivec; Sonia Dradrach; Tjaša Žagar; Yuppy Yuppy Yuyu; Jéssica Garcia; Patricia Zaluski; Akosua Taylor e Joanna Plotta.
Agora uma foto da multidão se aglomerando no centro para tentar ver, ou pelo menos ouvir, a música formada pelo estouro dos rojões: Mascletae.
À noite sempre nos dirigíamos à ponte de Aragón, próxima de casa e de onde se podia ver muito bem o Castillo de Fuegos, depois íamos à alguma Verbena, com exceção do último dia em que fomos ao Superclub.
Às vezes calhava de querermos sair diferente. Sei lá, tipo mina ...
Mas a gente desistiu de fazer mais vezes porque o Quelônio se empolgou com a brincadeira ...
PIZZA!
Em um dos dias também há a tradição de preencher o vestido de uma santa feita inteira em madeira com flores coloridas, na praça da Virgem. Nas fotos abaixo é possível ver ela peladinha e um pouco depois de costas, já se portando mais adequadamente para sua profissão.
Mais apresentações culturais, dessa vez durante a noite.
Eis que chega a última noite: La Cremà.
Todas as fallas devem ser queimadas e assim encerrar esse bonito e alegre festival.
Nesse dia também resolvemos ir com pares de sapatos trocados. Por quê? Como diria um sábio amigo que estuda atualmente na Finlândia: Por que não?!
A festa foi muito boa e só saímos da balada quando as luzes se acenderam, todos estavam mortos. Detalhe para a boa surpresa de ter encontrado a Judit na balada, amiga que estudava em Valência semestre passado, mas que já estava de volta a Hungria, sua terra natal.
Na volta o metrô já estava aberto, mas tivemos que esperar 40min pelo nosso trem. O resultado foi esse aí:
Para finalizar, uma seção de fotos cômicas obtidas ao longo desses dias de loucura.
Maja pilotando uma lambreta vermelha sabe-se lá de quem:
Jaba, Maja e Sonia levando a Yuppy Yuppy Yuyu num carrinho do nosso amado Mercadona.
Murilão tocando uma viola para o pessoal, destaque especial para o unicórnio da Maja ao fundo: Mateusz!
Rolando um bilharzinho durante o dia em que conseguimos derrubar 4 vezes seguidas a branca no buraco.
A descoberta do karaokê gratuito disponível na programação do nosso pacote de televisão. Nesse momento nos preparávamos para gravar um clipe da música Danza Kuduro, hoje sob propriedade de Tjaša Žagar.
O desfecho se dá com uma coleção de fotos do nosso amado Jabaco em período de fallas!!! FUI!












