sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mochilinho parte I: PARIS 28/12 - 31/12

Caríssimos, os momentos que lhes mostro agora serão como um desfibrilador para esse blog que há muito tempo adormecia! Será um choque que despertará um gigante, cheio de novidades, histórias e muitas fotos, que Paris seja só o começo!
Os personagens desse mochilinho são: Eu, Darling, Derek, Gabi, Franklin, Ivan, Naka, Bá e Jabulento – algumas ligeiras mudanças do grupo ao longo das cidades, mas basicamente isso!
A nossa chegada em paris se deu em 28/12 pela noite e já tivemos que rumar a Amsterdan no dia 31/12 pela manhã, ou seja, o tempo era curto.
Hospedamos-nos num charmoso e aconchegante hotel, um pouco longe do centro da cidade, mas perfeito para nossos requisitos financeiros do momento.




Com um grande supermercado próximo, a noite de 28/12 se resumiu em fazer algumas compras, tomar algumas cervejas e dormir cedo para fazer o dia seguinte render.
Temperatura maldita, ausência de geladeira no quarto mais a vontade de beber uma cerveja, eis que surge uma refrigeração sustentável!




No dia 29/12 acordamos cedo e fomos direto para a torre Eiffel. Chegamos num horário em que o dia amanhecia e ainda não havia tanta fila.








Subimos até a metade dela por escadas, jeito mais econômico e saudável.




A fila já estava aumentando.







Rumamos em direção ao nosso free tour que tinha início na Praça Saint Michel.





Passamos por uma ponte de onde vimos a Catedral de Notre-Dame. Não chegamos a entrar nela durante a viagem.




Numa esquina próxima, um prédio que hoje era palco de apresentações de música clássica, mas que, durante a segunda guerra mundial, foi tomado pelas tropas alemãs e ainda hoje se pode ver resquícios de tiros em suas paredes.





O tour continuou e seguimos em direção a Pont Neuf, a mais antiga das pontes que cruzam o rio Sena.
A construção foi iniciada por Henrique III e, devido ao alto custo da obra, aliado às diversas guerras da época, só pode ser finalizada por Henrique IV.
Famoso por gostar de celebrar a vida – leia-se beber muito vinho e amar uma companhia feminina – Henrique IV convidou mais de 300 convidados para uma grande festa sobre a ponte após sua inauguração.
O resultado é que tudo foi uma bela farra onde se bebeu todo o vinho possível e não possível.
Sendo assim, reza a lenda que o rosto de cada um dos seus convidados foi esculpido e gravado na ponte.






Também há uma estátua de Henrique IV na saída da ponte.





Curiosidade para estátuas de pessoas sobre cavalos. Há três tipos de estátuas possíveis:
1)  Cavalo com as quatro patas no chão: morte natural
2)  Cavalo com uma pata dianteira e uma pata traseira erguidas: morte não natural – como foi nesse caso de Henrique IV
3)  Cavalo empinando com as duas patas dianteiras: morte heróica em batalha/guerra
Seguimos então em direção ao Louvre!
Na chegada fomos presenteados com uma linda foto da Darling fazendo uma gracinha, assim como o Franklin mostrando suas habilidades de turista japonês e maníaco por mamilos.






Eis que lhes mostro as famosas pirâmides de vidro do Louvre.
Criadas com o intuito de formarem 4 pirâmides impossíveis de serem vistas por um olho humano, parece que alguma coisa falhou nesse projeto ...






Tentativa quase perfeita:




Tentativa perfeita:




Foto espontânea:




O próximo ponto em que andamos foi num grande jardim que há em frente ao Louvre, infelizmente ele não estava nada florido, mas mesmo assim foi muito belo de se ver.




Então cruzamos a ponte Alexandre III, revestida com diversas estátuas banhadas a ouro – e também palco do clipe da música “Someone like you”, Adele, vale a pena dar uma conferida! 





Ao fim da ponte, também o fim do tour, com uma vista para a fachada do museu da dos inválidos, local onde está o túmulo de Napoleão.




Não chegamos a entrar, mas há uma curiosidade interessante que venho registrar por aqui.
Corre pelas vielas parisienses o boato de que o túmulo de Napoleão está abaixo do solo (óbvio), mas que há um buraco para você tentar espiar para baixo e tentar ver se esse famoso general realmente está por lá.
Isso foi projetado desse modo a pedido do próprio Napoleão, e, a princípio, ninguém entendeu o porquê. Somente depois de anos, todos começaram a reparar que para que se visse seu túmulo, era necessário fazer uma reverência em direção ao buraco, como se todos continuassem reverenciando-o durante toda a eternidade, pequeno homem astuto!
Também demos uma passada nos Jardins de Rodin para ver o famoso Pensador.





Quelóide com suas constantes agressões desnecessárias.


Foto abraçando a coxinha, a grande pensadora!!!


Ivanecence achando que é estátua.


Agora iremos andar por toda a famosa Champs-Élysées, com o Arco do Triunfo ao fundo – aliás, ela estava com uma decoração natalina bem feinha.






No arco do triunfo, apesar de não ter foto, encontramos com a ilustre presença do Wandão! Ficamos um tempo junto e fomos andando até a Fnac.
Ainda durante a noite, fomos checar a Torre Eiffel que, toda vez que completa uma hora cheia, começa a piscar por 5 minutos, um show a parte que não dá pra perder.





Acho que foi nesse momento que, de algum jeito, algo mudou dentro do Ivan e o menino se tornou o maior consumista da viagem. Acho que as luzes da torre piscando devem ter mudado alguma coisa nele, menino que nunca foi de comprar muito, de repente saiu torrando em diversas coisas que nem sequer se faziam necessárias, não podíamos passar em frente a alguma H&M, Zara ou Benetton que alguma peça ele tinha que adquirir.

 (O mais triste é ver o sorriso radiante do menino após liberar o mostro do consumismo e encher as mãos de sacolas)
No dia seguinte fomos visitar a Basílica de Sacré-Cœur. 



Igreja bem bonita com uma boa vista da cidade, mas, para mim que não sou dos maiores fãs de igrejas, o mais impressionante mesmo foi ver o cara que ficava fazendo embaixadinhas junto com movimentos de break, inclusive subiu um poste sem deixar a bola cair, fascinante!



Ainda fomos visitar o Museu Orangerie. Para quem já viu o filme “Meia-noite em Paris”, é lá que está uma grande sala oval, toda branca, preenchida com 4 telas grandes pintadas pelo Monet. O pessoal não gostou muito não, eu achei bem válido.


Pessoal fazendo uma graça em frente ao Parlamento...


Chegou sexta-feira a noite e o Louvre se torna um museu de graça a todos, coisa boa, não?!
Como foi bem observado pelo nosso guia no dia anterior, o Louvre por si só já é uma obra de arte de se tirar o fôlego.
Fomos lá conferir algumas obras tão comentadas mundo afora.
Primeiramente, claro, a Mona Lisa!
Eu confesso que fui com as expectativas tão baixas, de tanto ouvir falar mal, que achei bem surpreendente e legal o quadro, apesar da multidão que fica quase que se estapeando para conseguir chegar um pouco mais perto dela.



A Vênus de Milo, para mim praticamente igual a todas as outras estátuas que compartilhavam a sala.


O Código de Hamurabi, surpreendentemente bem conservado pela idade do menino.



Por fim, mas não menos importante, a surpreendente e agradável presença da Bisolinda avaliando a ala da mesopotâmia com toda sua meticulosidade! 


A terra deu uma tremida na hora do encontro entre Bisão e Jabuto ...
Assim fomos para nossa última noite em Paris, junto com o Bisão, comer um delicioso pato num restaurante perto da Praça Saint Michel.


Entrada: salada com presunto cru, salames, azeitonas e picles.


Prato principal: o pato com fritas, perfeito!


Bom, acho que Paris ficou por aqui mesmo, muita correria, mas também muita produtividade, o dia de amanhã já estaremos em Amsterdan! Fui!