Aqui nossa vida mudou de rumo radicalmente do que vinha sendo em Valência.
Valência era uma cidade organizada, com o metrô e as bicicletas com rotas bem definidas, um trânsito tranquilo e praticamente só andávamos entre brasileiros.
Palermo é um caos, parece que não há um código de trânsito muito bem definido e qualquer espaço, por menor que seja, deve caber o seu carro. Apesar disso, sempre que queremos atravessar a rua, independente de ser numa faixa de pedestres ou não, nós apenas nos projetamos ao outro lado e os carros e as milhões de lambretas começam a parar para passarmos, isso é bem interessante. Quanto a nossa companhia também mudou radicalmente, cada dia conhecemos gente de algum outro canto do mundo, e a comunicação tem sido toda em inglês - bom para mim, já que não entendo nada que os italianos falam.
Logo que chegamos do vôo da Ryanair, em Trapani, pegamos um ônibus para Palermos e chegamos por aqui por volta das 2h da madrugada. Ligamos para o Davide, o cara que arrumou o apartamento para a gente, e ele nos buscou na estação central - perto de casa - e já nos levou para um lugar chamado Drunks.
O Drunks se resume e vários barzinhos em um cruzamento de ruas estreitas, simplesmente lotado de italianos querendo beber e que ficam no meio da rua. Abaixo vai uma tentativa de foto de lá, no começo da noite, quando estava começando a encher:
No outro dia - terça-feira - eu fui com a darling conhecer a universidade, um pouco longe, algo como 25min caminhando. Aproveitamos e tiramos algumas fotos de palermo, cidade bem bonita e que parece ser rodeada por umas montanhas, como vocês verão nas fotos abaixo:
Na terça-feira mesmo nós conhecemos algumas outras pessoas. Primeiramente o Philipp, Carlos e Mat, alemão, brasileiro e inglês, respectivamente, que moram com a gente. A partir deles nós conhecemos o Ahmed, egípcio, que nos convidou para a festa de um amigo também egípcio que iria se despedir.
Sendo assim, durante a noite nós fomos ao terraço de um prédio e ficamos tomando algumas bebidas com pessoas do Egito, Estônia, Inglaterra, Alemanha, França, Áustria, Japão, Eslovênia e Lituânia, pelo o que eu me lembro ... mas também tinham outras pessoas que não chegamos a conversar. Estávamos em mais ou menos 30 pessoas.
Saímos de lá por volta das 2h00 da madrugada e fomos encontrar um amigo do Philipp que é de Palermo, mas ganha a vida em Londres como croupier e bar tender. O cara é bem gente boa e nos levou num lugar onde o melhor bar tender da cidade faz alguns drinks, realmente muito bom.
O philipp também tem nos ensinado um pouco sobre cerveja já que ele é alemão. Tem sido muito bom e pra quem conhece, temos bebido somente Franziskaner ou Paulaner, e relativamente bem barato, algo como 1,60€ a garrafa de 500ml. São realmente muito boas essas cervejas.
Ontem e hoje nós fomos à praia. Ontem apenas eu e a lois. Hoje com gente do Egito, França, Lituânia e Inglaterra.
A praia é simplesmente maravilhosa, uma das mais bonitas que já vi - não que eu tenha visto tantas. Eu cheguei num ponto que não conseguia mais por os pés no chão e assim mesmo ainda podia ver a areia no fundo do mar de tão transparente que é a água.
O único problema é que a praia não é exatamente na cidade. A costa da cidade é um porto e apenas pedras, onde o pessoal não entra na água. Para irmos à praia nós pegamos um ônibus municipal mesmo, que custa 1,30€, e depois de aproximadamente 30min estamos lá, até que é bem tranquilo e vale muito a pena.
Aqui estou estou e a lois. Depois de tanto sol nós já estamos bem morenos, como vocês podem ver. Estamos chamando essa fase de "manutenção do bronzeado".
A gente saiu todos os dias até agora. Toda a noite o pessoal anima de ir para algum lugar tomar ou comer alguma coisa. Essas pessoas são de todo canto do mundo, uns estudando, outros fazendo trabalho social, outros apenas em férias. Todos são muito legais e tem sido uma experiência bem interessante para mim.
Agora nós acabamos de jantar. Eu e a lois preparamos um macarrão e convidamos o pessoal para jantar no nosso quarto, que é imenso e tem uma mesa de jantar – além do delicioso ar condicionado que nos fez lembrar a sensação de dormir com lençóis e cobertores.
Jantamos os quatro de casa – brasileiros, alemão e inglês – mais o Ahmed, o egípcio muito gente boa que conhecemos aqui. É interessante ver seus costumes já que ele é bem religioso e inclusive reza cinco vezes ao dia virado – teoricamente – para Meca.
Bom, acho que as novidades de Palermo são essas. Tudo está muito bom por aqui e, para variar, estamos saindo para encontrar o pessoal do mundo todo logo menos. O roteiro de hoje eu ainda não sei ao certo, mas com certeza será bom!
Antes que eu esqueça, nós também aprendemos vários gestos italianos que representam algumas coisas. Quando eu estiver com mais tempo tentarei tirar algumas fotos minhas imitando cada um deles e coloco legenda, é bem engraçado!
Um beijo a todos!